sábado, 11 de julho de 2009

Fearless

Porque reconhecer uma falha, uma falta, doi. Não uma falta qualquer, reversível, mas algo que sem culpa te deixa um vazio. Justamente por isso, talvez, é que buscamos e idealizamos tantos sonhos sem futuro, planos que já nascem sem fim, historias que nunca se concluirão.
Num cenário onde a expectativa gerada é a grande vilã, o único culpado por sua tristeza é você. Com tão poucas e incertas evidências você continua idealizando. Sua esperança tola trabalha sua imaginação, para depois se arrepender de todos aqueles lindos momentos que nunca existiram além de em seus sonhos.
E apesar de tudo isso ainda há sempre alguém para te lembrar daquela velha e conhecida frase, a esperança é a última que morre. Sinceramente não sei se ela encoraja ou revolta mais. Já não basta toda a sua ex-perança te machucando ao ser jogada fora com a frustração? Porém consola saber que ela pode ser a última, mas um dia se vai também, levando ou não seu coração.
E então, com sua ausência outras surgirão, obviamente. E mais uma vez você se vê dependente da coisa mais imprevizível que pode existir: o destino.
Sem escapatória só te resta seguir em frente, sem medo do que possa vir, sem temer seus sentimentos, conhecendo seus limites e delimitando seu controle.
Afinal, a vida não é justa, as coisas não são como queremos e nosso destino, irresistível.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

your voice was the soundtrack of my summer


Estava procurando uma música para meu trabalho de espanhol, e, olhando para minha pasta de músicas - sem encontrar nenhuma que servisse -, comecei a ouvir aquelas que tanto gostava mas a muito não ouvia.
Achei simplesmente incrível como voltei ao tempo em que costumava ouvi-las toda hora. O estado de espírito, as histórias e até mesmo o clima daqueles dias, semanas, meses... incontáveis sentimentos que passaram por meu coração como um flash back, me fazendo sentir como se estivesse exatamente à alguns meses atrás. Lembranças retomadas uma a uma pelas letras, pelos ritmos, pela emoção.
Não é então que achei igualmente incrível como alguns pensamentos foram tão modificados tornado-se praticamente irreconhecíveis passado tão pouco tempo, da mesma forma que outros continuaram tão intactos, permanecendo em mim como uma característica intocável, essencial.
Me surpreendi totalmente com a facilidade de retornar a um passado ao mesmo tempo próximo e distante por uma música, um aroma, uma foto, um dia de sol ou uma manhã nublada.
É aí que a gente percebe que está crescendo, amadurecendo e precisando tomar uma decisão tão importante para a vida adulta, com tão poucos anos vividos, tão poucas experiências, tão novos.
Diante disso surge, às vezes, uma vontade tão grande de se refugiar nessas memórias de criança, de adolescente, e assim permanecer por um pouco mais, sem contas a pagar, sem prazos a cumprir e com muito tempo para aproveitar cada segundo sem tantas responsabilidades.
E por mais que muita coisa mude daqui para frente os momentos vividos serão eternizados pelas lembranças que continuarem em nossos sentimentos, nos dando a chance de revivê-las de um novo modo e com a saudade que nos fará aproveitar os ensinamentos de hoje para amanhã.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Interrogação

Como expor personalidade com tantos sentimentos controversos?
Como ter espontaneidade com a timidez reforçando o medo da frustração?
As vezes a incerteza é necessária para se adquirir confiança, tanto quanto o medo para a coragem.
Quando se percebe que o que importa para você não tem o mesmo valor para os outros, seria o melhor modificar seus sentimentos? Afinal, não se tratando de questões éticas, como definir o certo e o errado?
Seria, então, falsidade modificar sua essência?
Tendo plena certeza de seu ponto de vista, como pode ser tão intimidador se mostrar verdadeiramente? Como passar intacto aos julgamentos das pessoas e da vida?

É preciso se arriscar.

domingo, 7 de junho de 2009

o amor

Estava cansada de ler os textos das minhas amigas sobre o amor, então resolvi escrever sobre ele também.
Não estou apaixonada, não me interesso pelos meninos da escola e não quero casar com Edward Cullen (por mais que ele seja perfeito). Nunca passei um dia 12 de Junho acompanhada e no momento não me preocupo muito em encontrar um namorado.
Isso tudo não significa que eu não acredite no amor, apenas não quero sair a procura de alguém que não vou achar, como uma solteira depressiva auto piedosa, como já dizia minha amiga Julia.
Vivendo o décimo sétimo ano de minha vida, tenho muitos planos a fazer, muitas decisões a tomar, muitas festas para ir e principalmente muitos sonhos para realizar.
Sendo assim, prefiro deixar a cargo do destino o momento certo para que meu príncipe encantado apareça e mude minha vida, para melhor. Enquanto isso me contento em me apaixonar por um filme, um país, uma música, um sapato.

Afinal, estar solteira não é de todo ruim quando se tem um feriado para passar com as melhores amigas no Festival de Alegre.

domingo, 24 de maio de 2009

Fa(n)ke

Esse mês de maio esta sendo marcado por shows. Shows que eu queria muito ir, mas é claro, não vou. Tudo bem, eu posso não ser assim aquela fã numero um, mas e daí, o que importa é que eu gosto das musicas (e dos cantores), não é mesmo?
Mas eu tinha que morar num estado um tanto quanto desprevilegiado, principalmente no quesito shows internacionais. E por mais que os Espírito Santo seja próximo do Rio, por exemplo, nem sempre é fácil e nem sempre vale realmente a pena se deslocar.
Nesse fim de semana então vi umas 6767856 reportagens falando basicamente a mesma coisa sobre os artistas e mostrando basicamente o mesmo tipo louco e fanático de fã.
Não, eu não sou assim. Não tenho uma banda preferida e não sei basicamente nada sobre a vida dos artistas que gosto. Mentira, sei alguma coisa sobre os atores de twilight, e só também.
Porém, nessas mesmas 6767856 reportagens achei o máximo aquelas fãs com cartazes e cartinhas (ou cartonas) que elas esperam ter alguma oportunidade de que cheguem às mãos de seus ídolos, nem preciso dizer a vontade imensa que tive de estar entre elas. Não que eu ache que fanatismo seja saudável, é só que deve ser tão legal fazer isso !
Mas como eu poderei ter um momento assim se nem tenho uma banda preferida, e uma das que eu mais gosto é praticamente desconhecida? Sem contar que atores de hollywood são bem mais difíceis de se encontrar, convenhamos.


Jonas Brothers e McFly, quem sabe em 2010 ?


É, acho que vou ter que esperar The All-American Rejects ficar bem famoso a ponto de fazer show no Brasil, até lá minhas amigas já vão conhece-los e amá-los, e então irei em um show deles com uns 20 anos e cartazinho de I♥U nos braços. happy end!

Toddybrinks.



TAAR, i'm still waiting you here

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Drama Queen

Estar doente sempre me proporciona longas horas inertes em pensamentos, enquanto me recupero deitada no sofá vendo todos aqueles programas inúteis da programação da Globo. Sem contar, é claro, as muitas horas de sono, mas como o tempo sempre passa mais devagar quando estamos nesta situação, tudo se torna um tédio.
Pior ainda é a carência que me atingiu profundamente ontem, principalmente ao final do dia, quando percebi que minha gripe estava piorando. Porque além de todos os problemas que ficaram circulando em minha mente durante a semana me senti completamente sem importância. Eu sei que sou extremamente exagerada, mas como faz falta aquela atenção que até pouco tempo as pessoas costumavam me dedicar mais, aqueles telefonemas para saber se você melhorou ou aquela amiga pra te dizer as matérias que você perdeu na aula que faltou. Coisas tão simples, mas que para alguns podem ser tão significativas !
Talvez nem todos se sintam assim, mas levando em conta o meu sentimentalismo, insegurança e carência própria e habitual deve ser até natural que eu tenha esse sentimento. Ou não.
Está ai mais um motivo para eu encontrar mais problemas em mim (não, eu não procuro culpados exteriores para as minhas crises).
Mas sei que as coisas não são bem assim, não posso dar tanto valor para coisas tão pequenas. Sei que todo esse clima de doente em casa me abalou, tanto física como emocionalmente, e sei também que ele vai embora com a gripe.
Minha médica já havia me alertado sobre esses sentimentos, que são comuns na adolescência. E por mais que não seja lá muito agradável passar por eles não há nada mais natural que uma adolescente perfeccionista em crise consigo mesma.

domingo, 17 de maio de 2009

Eco-fashion

Não precisa ser um apaixonado por moda para saber que a Vogue sempre foi, e é, um símbolo deste segmento. Mas para aquelas adolescentes que o são, como eu, as visitas ao site da Teen Vogue costumam ser constantes.
Normalmente em busca apenas de inspiração e ideias para meu guarda-roupa, além de algumas fofoquinhas hollywoodianas, considerava uma revista destinada apenas às fashionistas, que embora fosse muito boa não apresentava, de fato, conteúdo construtivo.
Mas minha opinião mudou nesta última sexta-feira (15/05), quando pela primeira vez com um exemplar em mãos li todas as suas matérias. Para quem imaginava encontrar apenas editoriais de roupas, sapatos e bolsas maravilhosos, e inalcansáveis, diga-se de passagem, foi uma (ótima) surpresa se deparar com inúmeras páginas sobre consciência ambiental.
Isso mesmo, há vários projetos e organizações realizados por jovens norte-americanos a fim da preservação, reciclagem, redução e reutilização, além de uma inteira coleção de bolsas cujo lucro é revertido na alimentação de crianças por um ano na África, através do "UN World Food Program" e uma coleção de roupas produzidas por mulheres da República Democrática do Congo, proporcionando-lhes renda e experiência.

Estudantes de Dartmouth percorreram os Estados Unidos com o 'Green Bus', ensinando à população a viajar de maneira eco-cosciente.

Por mais que pareça sem importância, percebi com isso a urgência de ação para reverter os prejuízos que o atual modelo de sociedade gerou para nosso mundo. Afinal, já está mais do que na hora da população do país mais capitalista e consumista do mundo rever seus conceitos e ajudar a salvar o planeta, que eles próprios contribuíram,e muito, para quase destruir.